O STAND 1.5:
Telepatia
DIOGO PINTO &
SOFIA MASCATE



08.01.2021
17H - 21H


Como se pronuncia joie de vivre?

Há mais de 1M de vídeos no YouTube que ensinam a abrir um carro sem chaves; mais de 2M de tutoriais que explicam como ser feliz e umas centenas que ensinam a dizer correctamente joie de vivre.

Depois de aprender a pronunciar joie de vivre na perfeição, segue-se bon vivant, carpe diem e jouissance. Caso cumpra as etapas com uma performance satisfatória estará mais perto de felicidade e, necessariamente, de ser capaz de roubar um carro.

No início dos anos 60, no pós-guerra, instalam-se pinturas na fábrica de tabaco Stuyvesant nos Países Baixos, pinturas sob a temática «alegria de viver», uma iniciativa suportada pela Fondation Européenne e pela Dutch Art Foundation, com o objectivo de fazer a arte moderna chegar à classe trabalhadora e de ter mais uma ferramenta na gestão da depressão pós-guerra e das tensões da guerra fria. As pinturas, de vários pintores europeus, eram expostas em altura, colocadas sobre uma placa de madeira branca que propunha tornar-se uma parede. As pinturas do Diogo permitem-nos visitar estas fábricas, elevando o pé direito do stand e
recordando-nos do som do ofício em cadeia e em repetição. Daqui ouve-se a Autoeuropa, diz que está aberta 24h por dia, todos os dias da semana.

3, 2, 1

Querida Sofia,

Quando saio do trabalho só me apetece beber uma e ir ter com a malta. Hoje vai ser diferente porque tenho um date. Não estou com muita vontade, queria-te pedir que me ligasses às 21h em ponto para ter uma desculpa caso queira ir embora.

zero

Um dia vou-te buscar de limousine, vamos abrir uma garrafa de champagne em frente ao mar e sonhar tudo aquilo que podemos fazer todos os dias daqui para a frente. Agora vou-me deitar
porque amanhã pego cedo. Beijos.

filipa


DIOGO PINTO
Concluiu em 2016 a licenciatura em Pintura na FBAUL, e é atualmente mestrando no Institut Kunst FHNW, em Basiléia, Suíça. Co-fundou, em 2018, o projeto expositivo Ascensor na Associação Goela, que procura preencher um vazio cultural na atual paisagem institucional de Lisboa. A programação colaborativa do projeto, focada em repensar hierarquias da atenção pública e a maleabilidade da
desatenção histórica, está intrinsecamente ligada à sua abordagem prática da pintura, que pode ser chamada de pintura curatorial. Expõe frequentemente em Portugal e na Suíça.
SOFIA MASCATE
Sofia Mascate (n. 1995) vive e trabalha em Hamburgo. Em 2020, obteve o seu mestrado em Pintura (Prof. Jutta Koether) na HFBK Hamburg. É licenciada em Pintura pela FBAUL (2017). Exposições individuais incluem “Festim Lagostim” na Zaratan (2019), “Birthday” no Las Palmas (2018) e “Abril, Folhas Mil” na Galeria Monumental (2018). Participou na feira JustMAD (2019) e na feira JustLX (2018), ocasião onde foi nomeada para o “I Prémio de Arte Emergente” da Fundação Millennium BCP. Foi também nomeada para o prémio “Arte Jovem” da Carpe Diem Arte e Pesquisa (2018). Participou nas residências ZONA Lamego (2018) e CEAC Vila Nova da Barquinha (2016). Foi premiada com a bolsa “Young Talent Scholarship” para a International Summer Academy for Fine Arts and Media em Veneza, ocasião onde expôs no Palazzo Zenobio (2017).

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